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ALDO LANÇA NOVO DISCO “GIANT FLEA”

As experiências noturnas vividas por dois moleques e seu tio vida loka nos anos 80 em São Paulo podiam muito bem ter virado roteiro de um filme tipo Curtindo a Vida Adoidado. Só que a música falou mais alto e aqueles rolês acabaram servindo de inspiração pra formar uma banda. Assim nasceu o Aldo, cujo segundo álbum, “Giant Flea”, ganha lançamento agora pelo Ganzá, um dos três selos powered by Skol Music.

Formada pelos irmãos André (guitarrista, produtor e vocalista) e Murilo Faria (sintetizadores, produtor e DJ) com os parças Érico Theobaldo (baterista) e Isidoro Snake (baixo), a banda passou o ano de 2014 tocando em festivais e festas pelo Brasil. As faixas de Giant Flea foram criadas nesse clima de estrada e muita música, como conta André: “O ano de 2014 foi um dos mais doidos das nossas vidas. Viajamos bastante com a banda e escutamos muita música no caminho. Esse tipo de coisa mexe com você. Assistir a shows, conhecer bandas novas, produtores, festivais, pessoas e lugares realmente inspiradores. Quando nos demos conta, vimos que tudo isso estava no disco”.

Com espírito livre e mente aberta, o Aldo foi abrindo espaço para todo tipo de influência em seu som. “Tentamos colocar tudo o que curtimos em um disco, fosse um violão folk setentista estilo Wilco (como o que se ouve em “Second Hand Chest”), um beat eletrônico pesado estilo Mr. Oizo e DFA (“Liquid Metal”) ou um vocal sussurrado tendo as gravações do Chet Baker como referência (“Hostage Song”). Nesse disco, tem até influências de Vangelis e Ryuichi Sakamoto nas linhas e timbres de synth”, explica o vocalista.

O resultado disso vai muito além das referências a LCD Soundsytem, banda com a qual o Aldo foi comparado quando lançou o primeiro álbum. De Talking Heads a Devo, passando por house francesa, techno de Detroit, Neu!, Stooges… a viagem é intensa pelo que há de melhor nos arquivos da música contemporânea da mais alta qualidade.
Neste álbum, cantar em inglês não foi uma questão de escolha, mas de musicalidade. “O Aldo tem músicas em português, espanhol e inglês. Mas quando escutamos as demos, acabamos sempre preferindo as que são em inglês. Simplesmente combina melhor com música eletrônica. Assim como bossa nova combina mais com português”, acredita André.

A produção do disco ficou por conta dos irmãos André e Mura com “dicas de US$ 1 milhão” do produtor Dudu Marote, que comanda o selo Ganzá, da plataforma Skol Music. “Santo que não é visto não é louvado. Como música é religião, essa é uma máxima que temos no Aldo. E quando uma marca como a Skol resolve investir em música de qualidade, mais santos serão vistos, mais devotos irão louvá-los. Quando você se dá conta, você tem igrejas, fiéis, procissões. Você tem uma cena. Bandas novas passam a ter perspectiva artística. Empresários, produtores e festivais passam a ter perspectiva de negócios, colocando seus sonhos de pé sem se curvarem à mediocridade e ao pastiche musical brasileiro para pagar as contas”, analisa André Faria.

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