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CORDEL DO FOGO ENCANTADO ANUNCIA VOLTA E NOVO DISCO

Uma das bandas de maior destaque da cena musical brasileira, Cordel do Fogo Encantado, traz Lirinha (voz e pandeiro), Clayton Barros (violão e voz), Emerson Calado (percussão e voz), Nego Henrique (percussão e voz) e Rafa Almeida (percussão e voz) juntos depois de oito anos. Após diversas especulações acerca de uma possível volta, finalmente, eles anunciam o lançamento do quarto disco para 06 de abril e em breve serão divulgadas as datas dos shows.

Além disso, a partir de hoje, o público poderá conferir os três álbuns do grupo em todas as plataformas de streaming, a discografia completa foi remasterizada. São eles: Cordel do Fogo Encantado (2001), produzido por Naná Vasconcelos, O Palhaço do Circo Sem Futuro (2002), co-produzido pelos próprios integrantes e por Buguinha Dub e Ricardo Bolognine e Transfiguração (2006) produzido por Carlos Eduardo Miranda e Gustavo Lenza.

Novo disco

Com o título de Viagem ao Coração do Sol, o quarto álbum do grupo, produzido por Fernando Catatau, vai apresentar ao público canções que ficaram guardadas e outras que foram compostas no último ano. “Fizemos uma opção estética de não sermos um grupo de releitura ou de glorificação do passado. As novas letras vão dialogar com os sentimentos humanos, com aquilo que nos cerca. Já musicalmente, o Cordel mantém a característica de sempre surpreender”, diz Lirinha.

Gravado no Estúdio El Rocha, em São Paulo, e em Fortaleza no Totem Estúdio, o disco será uma continuidade no processo criativo da banda. “A mística que envolve o Cordel se manteve suspensa durante esses anos. Inicialmente, éramos um grupo de teatro, o nome da banda era o título de um espetáculo sobre o fogo encantado. No nosso primeiro disco contamos este cordel, ou seja, esta história. Depois falamos de um palhaço de um circo sem futuro, uma metáfora da existência humana, e, por fim, na turnê do álbum Transfiguração, apresentamos um cenário que se recolhe para uma espécie de pausa, algo bem significativo para o momento em que se deu, mesmo não sendo planejado”, conta o vocalista.

A capa do disco foi desenvolvida pelo estúdio de design Savia Design & Branding e traz diferentes elementos, como a luz, o raiar, o vento e o otimismo representados na forma de um personagem, uma vez que esses símbolos transitam por todo o disco. “Criamos uma figura de luz, uma persona do movimento, que nasce da terra como um sopro de otimismo e cor”, comenta Lucas Bacic, que assina a direção criativa ao lado de Lucas Falcão.

Quando a banda surgiu, em 1999, viu de perto o fim do poder das grandes gravadoras e em 2018, voltarão em um universo bastante diferente em várias frentes, incluindo novas formas de divulgar e consumir música. “A obra do Cordel se tornou rara, pois não lançamos o trabalho nas plataformas de streaming e nem fizemos novas prensagens dos álbuns”, comenta Lirinha. Inclusive, a procura pela discografia foi também uma das motivações para a volta: “a procura é bem grande, sempre recebemos mensagens de fãs nos perguntando sobre os discos, foi aí que começamos a entender a importância da história do grupo. Então, fomos convocados a nos mexer e organizar tudo”, diz o compositor.

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