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ENTREVISTA: CHINA EM MOTO CONTÍNUO

Por Tathianna Nunes

China é um artista irrequieto. Em cima do palco ele não para quieto e hipnotiza plateias com seu jeito bem especial de dançar. Fora dos palcos ele apresenta programa na MTV, produz música, grava e ainda mantém um selo com os amigos. Sua vida anda frenética e “Moto contínuo”, nome de seu terceiro disco reproduz este modo de vida. Aqui conversamos com ele sobre este seu novo momento.

Qual o principal tema do disco?
China – Acho que é o fato do ser humano não parar de produzir nenhum minuto, e viver sempre em moto contínuo. Todo dia acordamos, fazemos nossas tarefas, dormimos e acordamos de novo para fazer a mesma coisa que a rotina pede. Vivemos nesse ciclo… e a vida artística não é diferente. Quando eu terminei de compor, gravar e produzir o “Moto contínuo”, meu disco novo, já estava envolvido com músicas novas. E nesse momento que eu lancei o disco, já to com 15 músicas novas para um próximo trabalho. Quer mais moto contínuo do que isso?

Você tem alguma música preferida ou que pelo mesmo que ache que o público vai gostar mais?
China – Gosto de todas. Tem horas que gosto mais de uma do que de outra, mas no geral, me identifico com todas. No momento to gostando de “Terminei indo”, que tem a participação de Tiê, mas semana passada tava curtindo “Mais um sucesso pra ninguém” que Ylana Queiroga canta comigo. Enfim… toda semana tem uma predileta.

Qual é a melhor hora para escutar teu novo disco?
China – Espero que as pessoas escutem todas as horas, pois já dizia Gerado Vandré: Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Se você pudesse escolher uma banda para fazer uma turnê mundial bem inacreditável, que banda você levaria?

China – Brasileira? Com certeza faria com meus parceiros do Mombojó. Somos muito amigos e ia ser uma tranquilidade estar na estrada com eles. Se fosse gringa, gostaria de sair em turnê com o Sonic Youth… e ainda chamar eles pra participar do meu show.

Onde você sempre quis se apresentar ao vivo e não conseguiu?
China – Em Recife, tenho muita vontade de tocar no Coquetel Molotov, que é um festival que eu respeito muito e tem sempre uma grade de atrações muito bacana. E pelo Brasil tenho vontade de tocar em todos os lugares onde ainda não consegui fazer shows.

Que música está grudada na sua cabeça agora e não sai de jeito nenhum? Também é a dos poneis malditos? Estou tramando uma vingança contra eles. Pior que música chiclete do Calypso.
China – Todo dia cola alguma música no juízo. A de hoje é “Você não vale nada mas eu gosto de você”. Ouvi ontem a noite essa música e até agora estou com ela na mente.

Música é?
China – Meu prazer, minha diversão, meu trabalho, minha vida.

Se você fosse presidente do Brasil por um dia, você mandava explodir todas as sedes da OMB?

China – Explodir não, pois não daria tempo dos funcionários saírem correndo, já que são todos velhinhos. Mas eu transformava a OMB em centro cultural e colocava o maestro Valdemar Pedra Rica para dar aula de música em comunidades carentes. Colocava todo mundo que trabalha na OMB para prestar serviços sociais, ensinando música nas escolas, enfim… daria um jeito de fazer eles pagarem por todo o dinheiro tirado da classe artística. E claro, acabaria com a carteirinha de músico. Jogava uma bomba era no sindicato dos músicos, pois nunca vi um sindicato que não ajuda a sua classe.

[Download: China – “Moto contínuo”]

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