Coquetel Molotov

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NO AR COQUETEL MOLOTOV PELOS OLHOS DA NOVA GERAÇÃO

Por Amanda Guimarães

Quem acompanha a cena musical Recifense já sabe: Setembro (dessa vez, Outubro) é o mês do Coquetel Molotov! Hora de dedicar os ouvidos e o coração às atrações (suecas, inglesas e brasileiras) cada vez mais surpreendentes que passam aqui pela nossa cidade linda.

Eu, particularmente, frequento o festival desde 2008, época em que eu e meus pequenos amigos hipsters fomos atraídos por Mallu Magalhães e Marcelo Camelo, escalados entre as atrações principais do Coquetel daquele ano. Confesso que, naquela noite, cheguei ao Teatro da UFPE meio perdida, sem saber direito onde estava. Mas não demorei muito para entender que se tratava de algo muito maior que alguns shows no teatro. Percebi que o clima criado ao redor do festival, a relação do público com os artistas e a expectativa criada para cada apresentação eram – e são! – elementos fundamentais da identidade do No Ar.

Desde então, criei um carinho enorme pelo festival e assisti a muitos dos shows que fizeram parte da programação dos últimos anos antes da oitava edição, em 2011. Eis que, depois de meses de espera, é chegado o grande dia: sexta-feira, 14 de Outubro, primeira noite do Coquetel.

Apesar de ter chegado tarde e, por isso, perdido alguns shows na Sauna Cine, a noite foi só alegria: depois de Maquinado ter dado início aos trabalhos no teatro, sobem ao palco quatro figuras estranhas acompanhadas de seus respectivos instrumentos: “saúde!”, grita alguém na platéia. Era hora de HEALTH.


“Espírito rock é isso aí”
[Foto – Clara Pereira]

Quem disser que esperava tanto barulho num show só, tá mentindo. Banda impecável ao vivo, efeitos fantásticos, baixista instigado e o público inteiro incrédulo diante daquilo tudo. Surpreendeu. Certamente, o melhor show da noite.

Próxima atração, Guillemots. Um pequeno grupo de fãs ocupa a frente do palco antes do show, provavelmente para se certificar de que o vocalista Fyfe Dangerfield realmente existe, e não é apenas “fruto de seus anseios surrealistas”, como diria uma amiga minha.


“Fyfe Dangerfield. Nítido ele é mais bonito”
[Foto – Clara Pereira]

Começa o show (muito mais tranqüilo que o anterior e, em minha opinião, tão bom quanto), parte do público canta junto e, já perto do fim, acontece o primeiro levante desse Coquetel: num momento mais intimista do show, Tathi surge no palco batendo palmas e me puxa ali para cima. Pronto. Isso foi suficiente para que todos que estavam próximos ao palco entendessem aquilo como um convite para subir também. Resultado?


“Eita galerinha animada!”
[Foto – Clara Pereira]

E para fechar a primeira noite com chave de ouro, Lobão! Depois daquele show, muita gente deve ter se perguntado se a queda do The Fall foi tão ruim quanto parecia.

No dia seguinte, dormir e tentar recuperar as energias para a segunda noite. Cheguei ao Centro de Convenções ainda a tempo de ver um pouco de Copacabana Club e o show apertado (mas lindo!) da franco marroquina Hindi Zahra, antes de correr para o teatro e assistir Romulo Fróes.


“Show de Romulo Fróes”
[Foto – Clara Pereira]

Depois do show, fiquei passeando pelo hall, como de costume, e só então tive tempo suficiente para entender que a escolha dos Racionais não implicava apenas na mudança do estilo musical que geralmente permeia as atrações convocadas. Foi uma escolha que mudou o cenário do festival como um todo. Nunca se viu, na história do Coquetel, tantos bonés e camisas de torcidas organizadas quanto havia naquele dia. De fato, admirável a ousadia da produção, que resultou num momento histórico para o festival.

Voltei para o teatro já no fim do show de The Sea and Cake e fiquei para esperar o início do penúltimo show da noite: China!


“China e suas dancinhas”
[Foto – Clara Pereira]

Como se não bastasse tocar um repertório composto por músicas extremamente dançantes, no fim da apresentação o cantor convida o público a subir no palco para participar de “Só serve pra dançar”, última do set list, criando um momento meio Dancing Queen para todos – especialmente os que nem tinham 17 anos ainda.

Enfim, é chegado o ápice do festival. Grande show de Racionais no teatro. Atração mais ousada escolhida pelo Coquetel. Público em êxtase, porta de vidro quebrada devido à empolgação dos fãs. Incrível? Não sei, já estava indo para casa a essa hora, ainda sou uma criança. Na verdade, para mim o melhor do festival já tinha passado: além de assistir a shows incríveis, sentir e estar inserida na atmosfera do Coquetel Molotov é sempre fantástico! Parabéns e muito obrigada a todos envolvidos na realização desse evento. Ano que vem tem mais!

Amanda Guimarães é estudante do Colégio de Aplicação no Recife

03 comentários

  • Menina gostei!!!!! muito bom!!!!

    Marly Silva 21.11.2011 02h51
  • Amanda arrebentou a boca do balão. Nova geração. (to com a musica da Xuxa na cabeça)

    Tathi 22.11.2011 08h50
  • Amanda! Que orgulho, filha! Te amo.

    Nasa 22.11.2011 04h50

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