Por Rachel Queiroz
Neste domingo, dia 21 de agosto, o Teatro Santa Isabel abriga o show “Pirata Solitário”, que marca a abertura do 9º Festival Recifense de Literatura: A Letra e a Voz. O show será um tributo a Marco Polo Guimarães, vocalista da banda Ave Sangria e um dos homenageados do festival. O compositor estará no palco junto a outros músicos, que vão reinterpretar seus sucessos.
Vale lembrar que foi no palco do Teatro de Santa Isabel que o Ave Sangria fez um de seus shows mais bombásticos nos anos 70, cujo áudio ficou registrado no bootleg “Perfumes Y Baratchos”.
Tagore Suassuna, artista da nova geração da música pernambucana, é um dos convidados para estar no palco do Teatro Santa Isabel. Em entrevista, Tagore conta como está sendo a preparação para o show e quais as influências de Ave Sangria para a sua música atual.
Você afirmou que passou a compor músicas em português na Tagore, depois de uma imersão maior na cultura pernambucana, ao morar em Caruaru. Você já conhecia Ave Sangria, ou a conheceu nessa época?
Tagore – Isso aconteceu por volta do final de 2006, mas sim, nessa época eu já escutava bastante o Ave Sangria, que inclusive foi a primeira banda dessa leva pernambucana do Udigrudi com a qual tive contato.
De que modo a banda influenciou a sua música na Tagore?
Ao escutar pela primeira vez, de cara fiquei impressionado com as melodias vocais, bem como com os arranjos (em especial as guitarras furiosas e “abelhudas” de Ivinho), é tudo muito “grudento”. Eles fizeram décadas atrás o que nós fazemos hoje: Pop inteligente e sincero. Numa síntese eu diria que roubamos o fuzz e queijo coalho deles.
Você já conhecia Marco Polo pessoalmente, já havia tocado com ele?
Não, nunca o conheci pessoalmente, apesar de estarmos ensaiando para o show do domingo, porém são tantos músicos que os horários terminam por divergir.
O que vai ter de original seu na interpretação da obra dele?
Meu nervosismo, que no palco se converte em loucura minha.
Como estão sendo os ensaios?
Até agora tivemos um, em conjunto com o Silvério Pessoa e o Rogerman, e foi tudo bem bacana. A banda de apoio está de parabéns.
No show Pirata Solitário, nomes há muito consagrados, como Silvério Pessoa, estarão tocando junto com os artistas mais novos da música pernambucana. Você acredita ser possível conquistar novos públicos em eventos com esse tipo de diversidade?
É sempre uma grande abertura, sem sombra de dúvida. Provavelmente será a maior apresentação da qual já participei, bem como uma oportunidade única de dividir palco com figuras históricas!
O show terá ainda a participação de Silvério Pessoa, Rogerman, Cannibal, Catarina Dee Jah, Ylana Queiroga, Natália Meira Lins (Dunas do Barato), João Menelau (Semente de Vulcão), Almir de Oliveira (ex Ave Sangria) e o próprio Marco Polo.
Promovido pela Secretaria de Cultura do Recife e pela Fundação de Cultura Cidade do Recife, o evento começa às 17h com uma programação que reúne Marco Polo e a escritora Lucila Nogueira, a outra homenageada do festival, em uma conferência de abertura, com mediação da poeta Cida Pedrosa. A entrada é franca.
Mais informações: www.recife.pe.gov.br
Bônus:
Entrevista com Marco Polo no programa Coquetel Molotov







