CONHEÇA OS ARTISTAS CONVIDADOS PARA O FESTIVAL NO AR 2013

PRÉVIAS – 29/09

MATHEUS MOTA (PE)
Matheus Mota, com o seu estilo “a paisana” e seguindo uma estrutura melodica bastante interessante, consegue condensar toda uma “estranheza” musical em versos lúdicos e sonoridade que com o tempo soa pop e com um tanto de nostalgia. Além dele no teclado e voz, formam a banda Varal que o acompanha: Rodrigo Padrao (guitarra), Aninha Martins (vocal), Aline Borba (flauta e vocal), Thiago Canuto (baixo) e Daniel Moraes (bateria).

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/66168303″ params=”” width=” 100%” height=”106″ iframe=”true” /]

SARACOTIA (PE)
O grupo Saracotia foi formado pelos músicos Rafael Marques (bandolim de 10 cordas), Rodrigo Samico (violão de 7 cordas), e Marcio Silva (bateria). A confluência e a harmonia entre eles ficou tão evidente que resolveram concretizar a idéia de montar um trio instrumental para tocar uma música livre de formas e com sotaque genuinamente brasileiro. O repertório do grupo é pautado pela apresentação de diversos gêneros musicais, em composições próprias e releituras, amalgamados pela improvisação jazzística.


RED BULL MUSIC ACADEMY STAGE – 18 e 19/10

MAURÍCIO FLEURY (SP)
Maurício Fleury é um multi-instrumentista, produtor, arranjador, DJ e compositor paulistano. Atualmente, além de tocar teclado nas bandas de Junio Barreto e Lucas Santtana, Fleury é uma das peças-chave do Bixiga 70, grupo de afrobeat que foi apontado como uma das grandes revelações da música brasileira no ano passado. Outra faceta do prolífico Fleury, artista que também fez parte dos grupos de electro-pop Multiplex e Telepathique (que inclusive ganhou citações na Spin e fez tournê no exterior abrindo para o Tricky), é a de DJ e produtor de festas. Sua excelente Veneno Soundystem anima São Paulo há 5 anos com o fino dos grooves raros (soul & funk, músicas africana, latina e brasileira).

CLAUDIO N (PE)
Nascido em Paulo Afonso, perto da divisa da Bahia com Pernambuco, Claudio N mora no Recife há anos, onde compõe, toca, grava e canta. Em vários ritmos. Do som instrumental e interestelar do Chambaril, passando pelo axé Gozar tropical – que viajou o mundo no carrinho de CD da rua do filme “O som ao redor” – até uma voz grave e impostada do bolerāo Bad trip, primeira faixa do novo disco do rapaz. Intitulado “Ambiente familiar”, diversas referências foram trazidas para este disco, como trilha de filmes, holística, sintetizadores, entre outros. Muitos desses elementos, dos quais, já soa familiar a quem já acompanhava os trabalhos de Claudio.

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/74424336″ params=”” width=” 100%” height=”106″ iframe=”true” /]

RAFAEL CASTRO (SP)
Rafael Castro não faz rock, simplesmente. Seria muito pouco para uma identidade que vai além do som. Sua música é um retrato cheio de novas estórias. Com apenas 26 anos, Rafael Castro acaba de apresentar o seu novo (e oitavo) disco totalmente autoral, “Lembra?”. Este com um ar especial. É o seu primeiro disco que ganhará uma versão física após uma seqüência criativa inteiramente distribuída nas redes. Sua base setentista confirma sua identidade inspiracional, mas não define o tempo da sua música. Plural, o jovem de Lençois Paulista, interior de São Paulo, é compositor, cantor, produtor e o multi-instrumentista que tocou e gravou todos os instrumentos percebidos neste álbum. Ele nos abraça com o impecável acabamento de sua melodias e a delicada agressão precisa de suas crônicas cotidianas nos catapultando para suas reflexões particulares e urbanas que, hora são cômicas, hora são melancólicas. Um desequilíbrio necessário para o que chamamos de música da vida real, aquela dos retratos, dos momentos, das pessoas.

TEAM GHOST (França)
Projeto paralelo de Nicholas Fromageau, um dos fundadores da M83, a banda Team Ghost foi criada em 2007 e revelada para a música após abrir shows da banda Crystal Castles em Paris. Isso levou a banda a participar de diversos festivais europeus com bastante sucesso e boa repercussão. O estilo do grupo mistura batidas eletrônicas com uma pegada pós-punk. Seu primeiro disco oficial “Rituals” saiu em março de 2013, após dois Eps que ganharam as redes em 2011. A banda é formada por Nicolas Fromageau (vocal e guitarra), Christophe Guérin (vocal e guitarra), Benoit de Villeneuve (vocal, guitarra e teclados), Félix Delacroix (bateria) e Pierre Blanc (baixo).

GRASSMASS (PE)
Grassmass é o apelido do produtor musical Rodrigo Coelho, que já trabalhou com artistas pelo mundo como Arto Lindsay, Naná Vasconcelos e já participou de bandas e projetos como Suvaca di Prata, Jorge Cabeleira e O Dia Em Que Seremos Todos Inúteis e, mais recentemente, Cassady. Com anos de experiência no palco, o artista resolveu desenvolver outros talentos como a produção musical e a criação de trilhas sonoras, o que o levou a ser selecionado pelo Red Bull Music Academy em New York. O Grassmass é a incursão do produtor Rodrigo Coelho pelos sintetizadores analógicos, sistemas modulares e música eletrônica criada ao vivo. O set se desenvolve em tempo real, e apesar de sofrer mutações constantes a depender do espírito da noite, trafega entre os primórdios da música concreta, Kraftwerk e ritmos africanos.

OPALA (RJ)
O universo particular de Maria Luiza Jobim e do parceiro Lucas de Paiva dança pela tonalidade branda dos sons como quem se esquiva a todo o instante de possíveis exageros. Parte da safra de artistas cariocas inclinados ao resgate nostálgico de marcas expressivas década de 1980, o Opala, projeto aos comandos partilhados do casal, dança pelo tempo. Ao transportar elementos esquecidos da produção musical concebida há três décadas, sem perder o teor de “novidade” que se esconde na Chillwave, a dupla faz do autointitulado primeiro disco uma morada inevitável para a calmaria e a dor. Um som que parece refletir o cenário individual dos parceiros, mas que se aproxima sem qualquer rastro de timidez do próprio ouvinte. Lucas e Maria Luiza trazem nas referências um condimento para uma obra de esforço e reverberações particulares.

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/96765696″ params=”” width=” 100%” height=”106″ iframe=”true” /]

MEMÓRIA DE PEIXE (Portugal)
Memória de Peixe, banda portuguesa, é um projeto de Miguel Nicolau e Nuno Oliveira, que se apoia na construção em tempo-real de músicas, a partir de uma guitarra e de uma bateria, usando loops de tempo curto. Tal como a memória de um peixe, as melodias reinventam-se à medida que são construídas e repetidas. O projeto nasceu em 2011, no momento em que a dupla decidiu avançar para um disco ambicioso, mas ao mesmo tempo honesto, tentando fazer com que a técnica não limitasse aquilo que é sua intenção principal: a música. Memória de Peixe já se apresentou ao vivo em festivais europeus como Milhões de Festa e Optimus Primavera Sound.

KAROL CONKÁ (PR)
Considerada uma das principais representantes do Rap feminino dos últimos tempos no país, a curitibana Karol usa beats pesados e misturas sonoras em disco de estreia “Batuk Freak”. O disco lançado com download gratuito pelo site da revista Vice garantiu um grande número de acessos e a distribuição das cópias físicas pela Deckdisc. A riqueza de referências sonoras fez com que a artista ganhasse na categoria Revelação pelo Superjúri do Prêmio Multishow e se firmasse como um dos nomes mais importantes do rap nacional. Ela já fez parcerias inesperadas – Luiz Melodia, Bonde do Rolê e Leo Justi – participou do Creators Project Brasil com o Araab Music e foi a festivais do Amapá ao Rio Grande do Sul, chegando pela primeira vez ao Recife no festival No Ar.



TEATRO DA UFPE – 18 e 19/10

JUVENIL SILVA (PE)
Um dos representantes de Pernambuco no palco do festival deste ano é Juvenil Silva, que lançou no começo do ano seu disco solo “Desapego”. Juvenil é praticamente o porta-voz de uma nova cena musical do estado que veio despontando pouco a pouco debaixo dos principais holofotes com shows em eventos como A Noite do Desbunde Elétrico e realizando coletâneas como “ONI – Objeto Não Identificado”. “Desapego” traz suas composições autorais e algumas parcerias com nomes que fazem parte da chamada “Cena Beto”, a exemplo de Jean Nicholas, D Mingus, Matheus Motta e Aninha Martins. Suas influências vão desde o rock de Raul Seixas e Erasmo Carlos a nomes irrotuláveis como Jards Macalé e Sergio Sampaio.

HURTMOLD (SP)
O Hurtmold foi formado em 1998 na cidade de São Paulo. Com base no rock, mas empilhando várias outras referências sonoras, o grupo se utiliza de inúmeros instrumentos, resultando numa musicalidade de forte caráter orgânico, recheada de texturas, ora tensas ora delicadas e sempre aberta a improvisações. “É difícil definir a música que fazemos. A gente faz um rock nem um pouco ortodoxo, coisa que muitas bandas vem fazendo há anos”, tenta sintetizar Maurício Takara, baterista do Hurtmold. O grupo possui cinco discos lançados e já se apresentou em eventos de caráter internacional como o Tim Festival, Planeta Terra e Sonar Barcelona. A primeira apresentação do Hurtmold no Recife foi no festival No Ar Coquetel Molotov em 2005. Desde lá, seus integrantes retornaram à cidade algumas vezes para apresentações de seus projetos paralelos e acompanhando outros shows.

CÍCERO (RJ)
Uma das maiores revelações da música brasileira e jovem, o carioca Cícero chamou a atenção do público com o seu primeiro e independente álbum “Canções de Apartamento”. Com canções melancólicas e intimistas, “Canções de Apartamento” rapidamente foi ganhando fãs na internet e na mídia especializada. Em seguida, vieram os convites para shows e por um ano e meio rodou o Brasil em apresentações ao vivo lotadas. Em cada show, Cícero comanda um coro de centenas de pessoas, que conhecem todas as suas músicas e suas letras. Seu disco ficou na lista de melhores do ano da MTV Brasil e dos sites Rock’n’Beats, Rock in Press, Urbe e Trabalho Sujo. Com influências diversas, Cícero apresenta um consistente trabalho autoral. Seu vocal é delicado, quase triste, e as letras parecem sempre confessionais, quando o ouvinte tem a sensação de estar lendo um diário ou escutando as confidências de um amigo.

RODRIGO AMARANTE (RJ)
Cinco anos depois da estreia do trabalho solo de um dos integrantes do Los Hermanos no Recife, agora chegou a vez do festival No Ar Coquetel Molotov receber Rodrigo Amarante e o show de seu primeiro disco “Cavalo”. Depois da separação do Los Hermanos (que continua se reunindo esporadicamente para shows), Amarante integrou a Orquestra Imperial e o grupo Little Joy, ao lado de Fabrizio Moretti, baterista do Strokes, e Binki Shapiro, além de ter feito eventuais colaborações para cantores como Devendra Banhart. Durante a turnê de 15 anos do Los Hermanos, Amarante apresentou ao vivo a estreia de algumas destas novas músicas durante o festival Abril Pro Rock. “Cavalo”, seu primeiro disco oficial, vinha sendo produzido ao longo dos últimos anos e tem suas 11 faixas já disponíveis para audição na Internet. No palco, Amarante estará acompanhado por Rodrigo Barba, Gabriel Bubu, Gustavo Benjão e Lucas Vasconcellos.

BIXIGA 70 (SP)
A banda Bixiga 70 formou-se a partir da união de vários músicos já conhecidos da cena paulistana a partir de trabalhos desenvolvidos no estúdio Traquitana, localizado no coração boêmio do centro de São Paulo. Considerado por muitos como o berço do samba paulistano, o bairro do Bixiga também hospeda e alimenta a imaginação desses dez músicos que buscam estreitar os laços entre o passado e o futuro através de uma leitura da música cosmopolita de países como Gana e Nigéria, dos tambores dos terreiros, da música malinké, da psicodelia, do dub e de uma atitude despretensiosa e sem limites para o improviso e a dança. Em setembro de 2013, o Bixiga 70 lança o seu segundo trabalho, com produção e arranjos de autoria da banda. O disco reflete o aprofundamento do conjunto em suas influências, ao mesmo tempo em que aponta novos caminhos e sonoridade. Sem título, como o primeiro, é obra totalmente independente e conta novamente com a mixagem de Victor Rice e a arte de MZK.

PERFUME GENIUS (EUA)
Perfume Genius é Mike Hadreas, cantor e compositor de Seattle cujo disco de estreia de 2010 “Learning” foi chamado de “um álbum de uma beleza rara e redentora pelo Drowned In Sound. Foi assim que ele se estabeleceu e conquistou seu espaço como um dos mais singulares artistas desta geração. Boa parte da construção de “Learning” foi feita por Mike em um período de auto-isolamento após um momento de trauma e desilusão. E como a música é terapeutica, Mike ressurgiu para a vida com o alterego Perfume Genius com músicas que refletem esse período angustiante. As músicas hipnóticas de Perfume Genius são leves, mas ao mesmo tempo surreais e grandiosas, recordando canções de ninar, lendas e com uma espiritualidade intrínseca.

METÁ METÁ (SP)
Juçara Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França lançaram o projeto Metá Metá em 2011. Queriam aproveitar a bagagem que já tinham com outras bandas e músicos para flertar com punk, metal, noize, free jazz, música africana, latina e brasileira. “MetaL MetaL”, o novo disco do grupo, carrega uma ironia em seu nome, uma discussão sobre o que é tocar rock hoje em dia. Contrapondo-se ao gênero, que, muitas vezes se apresenta desgastado, com fórmulas limitadas que se repetem há décadas. O álbum de Juçara, Kiko e Thiago dialoga com o rock como atitude, jeito visceral de tocar, não como gênero. Mistura-se a influências diversas, sobretudo à linguagem da polifonia africana, sem deixar de se relacionar com o meio urbano, a cidade e o contemporâneo. No Metá Metá, o discurso da “música popular” é tomado por inflexões e perspectivas absolutamente destoantes de tudo o que vem sendo feito nesta seara.

CLARICE FALCÃO (PE)
Filha do cineasta João Falcão e da roteirista e escritora Adriana Falcão, Clarice começou a carreira como atriz atuando em curta-metragens. Após um tempo começaram a surgir os seus primeiros trabalhos na TV em seriados e programas de humor. Mas foi na Internet que Clarice obteve maior audiência ao participar dos esquetes do canal Porta dos Fundos no YouTube junto com outros atores. Foi lá que sua carreira musical ganhou notoriedade a partir dos vídeos de suas músicas, que chegaram a ter mais de 10 milhões de acessos. Esta boa receptividade foi o que a atriz e cantora pernambucana, radicada no Rio de Janeiro, precisava para gravar e lançar seu primeiro álbum, “Monomania”. Apenas com composições autorais, o disco de Clarice Falcão foi lançado apenas online, disponível para compra no iTunes, sendo um dos dez mais vendidos na plataforma digital.


Fotos para download: https://drive.google.com/folderview?id=0BxTRk6PFWC9TT3Mta0ZVMi1UU1E