Mesmo com o cancelamento de última hora da banda britânica The Fall, o festival No Ar Coquetel Molotov encontra parte do apoio de sua programação em nomes internacionais. Em sua maioria são bandas desconhecidas do grande público, mas que chamam atenção pela pluralidade de referências sonoras. A fim de apresentar um pouco cada um dos “gringos” que tocarão nos palcos do Centro de Convenções da UFPE amanhã e sábado, montamos este roteiro. Lembrando que os shows que acontecerão na Sala Cine (a partir das 17h) são gratuitos, enquanto os ingressos para os que acontecem no Teatro da UPFE (a partir das 21h) custam R$ 40 e R$ 20 (meia).
Guillemots (Inglaterra) – www.myspace.com/guillemotsmusic
A partir de um anúncio colocado na internet, o britânico Fyfe Dangerfield conseguiu um guitarrista brasileiro (MC Lord Magrão), uma baixista canadense (Aristazabal Hawkes) e um baterista e percussionista escocês (Greig Stewart). Juntos, como Guillemots, lançaram três discos e chegam ao Brasil para divulgar o mais recente, “Walk The River”. O som da banda mistura a urgência do indie rock com belas melodias formatadas por percussão, instrumentos de sopros e sintetizadores. Nosso país inclusive já foi personagem de uma canção da banda, “Trains to Brazil”, ótima porta de entrada para conhecer o universo da banda. Guilemots se apresenta amanhã, no Teatro da UFPE.
Health (EUA) – www.myspace.com/healthmusic
A viagem sinestésica provocada pelo som dos americanos da Health, que também se apresenta amanhã no Teatro da UFPE, encontra seu ponto de partida numa experimentação barulhenta e bem divertida. Formada em 2007, em Los Angeles, o quarteto teve grande reconhecimento na cena independente. Chegaram, inclusive, a abrir shows do Nine Inch Nails. O primeiro single da banda, “Heaven”, é um ótima síntese do som enérgico que atravessa seus dois álbuns de estúdio. O mais recente é “Get Color”. O Health já teve músicas remixadas por bandas como Crystal Castles, Pictureplane e Gold Panda.
The Sea and Cake (EUA) – www.myspace.com/seaandcake
A forte influência do jazz e da bossa nova no indie rock do quarteto americano The Sea and Cake é responsável por uma das experiências mais marcantes da década de 1990. Depois de uma pausa em 2004, a banda retomou o trabalho em 2007 e, este ano, lançou o disco que mais os aproxima da boa fase vivida no início de sua trajetória. “Moonlight Butterfly” é o álbum que motiva a apresentação da banda por aqui, e resgata a incrível arquitetura melódica que marcou a banda. Seu som tem ainda toques de psicodelia, progressivo e eletrônica. Entre os singles mais recentes da banda, destaque para “Weekend”. O show do The Sea and Cake acontece sábado, no Teatro da UFPE.
Hindi Zahra (França/marrocos) – www.myspace.com/zahrahindi
“A Patti Smith do Norte da África”. Foi assim que o jornal inglês The Guardian definiu a cantora franco-marroquina Hindi Zahra, atração do sábado na programação da Sala Cine. Obviamente é um grande exagero, mas Hindi Zahra tem seu charme. Dona de uma voz grave, a cantora mistura influências de blues, jazz, pop e ritmos orientais num som revigorante e sensual. Lançou seu primeiro disco, “Handmade”, no ano passado e conseguiu boa repercussão na Europa através de bons singles como “Fascination” e “Stand Up”. Prepare-se para um show sofisticado.
Beans (EUA) – www.myspace.com/mrballbeamakabeans
Beans é rapper, mas suas referências passam pelo jazz, música eletrônica e rock. E tudo isso é facilmente detectado no som do MC americano, famoso como vocalista e produtor do coletivo de hip hop Anti-Pop Consortium. Seu mais recente trabalho solo é “End It All“, lançado este ano, evidencia bastante a música eletrônica, o que deixa a impressão de que sua vida no palco, misturada às urgentes (e boas) rimas do rapper, é ainda mais pesada. A faixa “Electric Bitch” é uma das boas surpresas do álbum. O MC se apresenta amanhã na Sala Cine, onde acontecem os shows gratuitos.






