TOP 1O – DESTAQUES DE MARÇO NA GROOVER

Por Ana Garcia

O mês de março na Groover está marcado por muitas novidades. Foi bem difícil fazer o Top 10 deste mês, mas como nosso foco é sempre garimpar novos nomes brasileiros, ficamos muito felizes em conhecer a voz doce de bluebagbang, o produtor Delnur que já trabalhou com Mahmundi, o experimentalismo de e a banda de indie rock O Temporal. A França também foi um grande destaque e dominou a playlist do mês. Selecionamos as bandas Black Lilys, Sylvie Kreusch e Sacha Rudy que traz uma participação da Camille Jansen para o Top 10. A lista ainda inclui Las Bambas do Peru, Martini Police da Itália e The Lovelines dos EUA. A playlist ainda tem mais 10 novos artistas para conhecerem e se deliciarem.

Lembrando que na Groover o envio de cada música para os artistas tem um custo super baixo e nós temos um link com 10% de desconto para a sua primeira campanha com o código COQUETELMOLOTOV10 .

DELNUR

@vicdelnur

DELNUR é um projeto de música eletrônica do produtor e multi-instrumentista brasileiro Vic Delnur. Nascido e criado no Rio de Janeiro, Vic cresceu cercado por sintetizadores, pianos e todos os outros instrumentos que você possa imaginar. Seu pai – maestro e produtor, e sua mãe – cantora e arteterapeuta, contribuíram desde cedo para sua paixão pela música. Sua expressão única vem de suas fortes raízes brasileiras e seus anos vivendo e tocando música em Londres. Hoje, baseado em Nova York, Vic lança seu primeiro projeto solo – Delnur. Ele navega nas águas íntimas da ansiedade, fé, relacionamentos e vida como imigrante de maneira transformadora e da única maneira que sabe – através da música. As letras nascem de experiências pessoais e os sons inspirados no disco dos anos 80, no funk, no neo-soul, no psicodélico e no toque da música brasileira.

Black Lilys

@black_lilys 

Os irmãos Black Lilys estão de volta com o poderoso single “Invisible Strings”, mixado por Odd Martin (conhecido por sua colaboração com Aurora e Sigrid). Uma música sobre a importância de questionar as próprias crenças para alcançar mais verdade. Nossa visão está sempre clara? Nossos pensamentos podem facilmente se tornar “cordas invisíveis” que estrangulam nossas mentes e nos fazem acreditar que essas cordas são inquebráveis, impedindo-nos de agir. Depois de lançar há alguns meses a música “Gymnopédie”, uma sensível adaptação da famosa obra-prima de Eric Satie, Black Lilys prova mais uma vez sua capacidade de jogar com contrastes ao retornar hoje com um single épico. A banda já esteve no Brasil para participar da SIM SP.

Bluebagbang

@bluebagbang 

Bluebagbang é o projeto solo da cantora Marina Hungria. Ela compõe e produz as suas próprias músicas em sua casa em São Paulo. No ano passado, ela lançou o seu primeiro EP Manifesto dos Ventos Delirantes que traz um estilo bem folk lo-fi e em março deste ano lançou o seu segundo EP O Que Vale a Pena que tem uma pegada mais mpb lo-fi. O Ep traz os 5 sentimentos que ela teve durante a pandemia: expectativas do futuro, morte, medo, esperança e decepções. A música “O que vale a pena” fala sobre a esperança pós pandemia dos encontros presenciais e a apreciação do presente, de estar presente na vida das pessoas de alguma forma. 

Martini Police

@martinipolice

A banda italiana Martini Police faz um indie rock psicodélico e lançou recentemente o EP Vibre Delivery Service com distribuição da AWAL. O single “From the river (a feeling)” fez um grande sucesso e a energia da música “The garden” traz um novo capítulo para a banda e os seus shows ao vivo. O quarteto, formado por quatro caras cabeludos, passou os últimos dois anos tocando muito e experimentando sons diferentes enquanto escutava muito Grateful Dead. Eles gravaram esse EP no porão para capturar essa energia única e estética vintage que eles trazem pro som.

Las Bambas

@bambas.music

Las Bambas (conhecido também como Los Ridículos) é uma dupla peruana-francesa cuja música reflete as experiências e influências de dois indivíduos que passam seu tempo criando e compartilhando uma vida fora do mundo da música. Com letras em inglês, espanhol e francês, as harmonias vocais deslizam sobre uma mistura de pop-funk psicodélico e neo-soul com incursões ocasionais no pós-rock. O projeto foi fomentado pela cena musical de Auckland, onde tocam juntos como membros da banda pop/folk Secret Cousins. Após mudarem para Lima em maio de 2018, continuam focando em suas músicas originais como Los Ridículos e depois Las Bambas.

The Lovelines

@thelovelinesband 

The Lovelines é uma banda de irmãos de Orlando, Flórida. Eles lançaram seu single de estreia “Strange Kind Of Love” em dezembro de 2021 que chegou a ser #1 nas paradas populares do Submithub, conquistando a banda um pequeno burburinho no mundo da música indie. “Tessa D” é a cantora da banda; seu meio-irmão Todd é o compositor. O duo grava sua música no estúdio caseiro do irmão em parceria com Matt Bishop e Wilderfox Studio para o processo de mixagem/masterização. 

Ôe

M. R. Salgado é o músico por trás do projeto-heterônimo Ōe. Atuou em diversos projetos musicais (Jerssons, Bolor 9 etc) ligados ao coletivo LSDiscos, ativo entre 2000 e 2006. Participou de importantes festivais de música eletrônica experimental, como Isto é Música?/! (curadoria de Hermano Vianna – CCBB Rio de Janeiro) e as primeiras edições do FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica e do Hipersônica. Na virada do século, colaborou na criação e foi editor da revista eletrônica Rizoma.net, juntamente com o falecido teórico e ativista cearense Ricardo Rosas de Castro. Paralelamente à atuação no campo musical, é doutor em Literatura Comparada pela UFRJ, onde leciona e desenvolve pesquisas desde 2014. Atuou em diversas instituições de ensino superior no Brasil (UnB, UFF) e no exterior (Universidade de Santiago de Compostela). Autor de dois livros de ensaios teóricos (A vida vertiginosa dos signos e A arqueologia do resíduo), traduziu obras de Jean Lorrain, Hans Bellmer, Pierre Mabille, Ted Hughes, Zhang Longxi etc. Se tivesse que se definir em uma palavra, seria: T-J (Theory-Jockey).

Sylvie Kreusch

@sauceblanche 

A música da cantora belga Sylvie Kreusch é uma mistuar cativnte de pop com songs alternativos. O seu trabalho tem um pouco da arte pop teatral de Kate Bush e o doce trágico de Lana Del Rey. Essa gravação faz parte de uma sessão do Sauce Blanche que mistura música e culinária, levando artistas para tocarem em restaurantes icónicos enquanto o chef cozinha a sua especialidade. Essa apresentação foi filmada no restaurante Old Boy, em Bruxelas.  

Sacha Rudy

@sacharudy  

O francês Sacha Rudy é o novo prodígio pop. Já trabalhou com Seu Jorge e Eddy de Pretto, o jovem músico lança seu primeiro EP Somewhere este mês e traz o single “Uniforms”, que tem a participação da cantora Camille Jansen. Sua música, delicadamente trabalhada entre o romantismo flutuante e o trance pop suave, é emocionante, com ondulações sensuais e brilhos dourados. Encarna perfeitamente a sua abordagem, já singular, deixando a sua marca na paisagem musical.

O Temporal

@_otemporal

O trio paulista de rock alternativo O temporal, formado por Gabriel Scafi, Guilherme Prado e Marcelo Feliciano, lança nesta sexta-feira (11), seu primeiro EP, intitulado “o temporal”. O novo trabalho já está disponível em todas as plataformas digitais e é um lançamento do selo Marã Música. O EP foi inteiramente gravado no Estúdio Dalla Sound, com produção musical assinada pelo trio e traz Guilherme Prado no vocal, Gabriel Scafi na bateria, pianos e guitarra, e Marcelo Feliciano no baixo. Em 2021 o trio lançou os singles “tela azul”, “maior” e “pressa”, que já acumulam juntos a marca de 35 mil plays no Spotify. As faixas também fazem parte do novo EP que, além das músicas já lançadas, conta com mais 4 canções, todas escritas pelo multi-instrumentista Gabriel Scafi.