{"id":2012,"date":"2012-09-03T10:23:41","date_gmt":"2012-09-03T13:23:41","guid":{"rendered":"http:\/\/coquetelmolotov.com.br\/novo\/?p=2012"},"modified":"2012-09-11T09:33:00","modified_gmt":"2012-09-11T12:33:00","slug":"entrevista-vitor-araujo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/coquetelmolotov.com.br\/novo\/entrevista-vitor-araujo\/","title":{"rendered":"ENTREVISTA &#8211; VITOR ARA\u00daJO"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Xavana Celesnah<\/strong><\/p>\n<p>Ousado, inquieto, perform\u00e1tico, radical. Todos estes adjetivos certamente j\u00e1 foram usados para descrever o trabalho do jovem pianista Vitor Ara\u00fajo. Alguns anos ap\u00f3s o lan\u00e7amento de &#8220;Toc&#8221;, por uma gravadora, agora Vitor ressurge com um novo trabalho chamado &#8220;A\/B&#8221;, um disco lan\u00e7ado de forma independente, onde se sobressai o amadurecimento deste m\u00fasico em v\u00e1rios sentidos. Em entrevista, Vitor comenta sobre seus trabalhos anteriores com uma autocr\u00edtica surpreendente e fala do processo de cria\u00e7\u00e3o do disco novo que ganha show de lan\u00e7amento no festival No Ar Coquetel Molotov deste ano.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns='http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg'%20viewBox='0%200%20800%20531'%3E%3C\/svg%3E\" data-lazy-src=\"http:\/\/coquetelmolotov.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/Vitor-Araujo-Foto-Tiago_calazans.jpg\" alt=\"\" title=\"Vitor Araujo (Foto Tiago_calazans)\" width=\"800\" height=\"531\" class=\"zeen-lazy-load-base zeen-lazy-load alignnone size-full wp-image-2013\" \/><noscript><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/coquetelmolotov.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/Vitor-Araujo-Foto-Tiago_calazans.jpg\" alt=\"\" title=\"Vitor Araujo (Foto Tiago_calazans)\" width=\"800\" height=\"531\" class=\"alignnone size-full wp-image-2013\" srcset=\"https:\/\/coquetelmolotov.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/Vitor-Araujo-Foto-Tiago_calazans.jpg 800w, https:\/\/coquetelmolotov.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/Vitor-Araujo-Foto-Tiago_calazans-300x199.jpg 300w, https:\/\/coquetelmolotov.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/Vitor-Araujo-Foto-Tiago_calazans-365x242.jpg 365w, https:\/\/coquetelmolotov.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/Vitor-Araujo-Foto-Tiago_calazans-420x278.jpg 420w, https:\/\/coquetelmolotov.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/Vitor-Araujo-Foto-Tiago_calazans-150x99.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/noscript><\/p>\n<p><strong>Depois de Variando e Toc, voc\u00ea nos apresenta \u201cA\/B\u201d, o que esse novo trabalho traz de diferente em rela\u00e7\u00e3o aos anteriores?<\/strong><br \/>\nO Variando, foi um DVD Demo que gravei no Sal\u00e3o Nobre do Sana Isabel. Foi o primeiro concerto que fiz na vida. Era um simples recital de um estudante do Conservat\u00f3rio Pernambucano de M\u00fasica, mas o fato de eu ter feito altera\u00e7\u00f5es nas m\u00fasicas que interpretei gerou asco no meio erudito. Depois desse concerto, fiz o FIG, a MIMO, e depois j\u00e1 subi no Teatro de Santa Isabel para gravar ao vivo o TOC, meu primeiro disco, que foi lan\u00e7ado pela DeckDisc. Ou seja, tudo muito r\u00e1pido pra mim, o que faz com que o meu primeiro disco seja dotado de uma espontaneidade  muito natural e de um car\u00e1ter muito intempestivo, t\u00edpico de um garoto saindo da adolesc\u00eancia, apaixonado pela m\u00fasica grunge mais do que a pr\u00f3pria m\u00fasica erudita que interpreta. Isso \u00e9 bem legal. Por\u00e9m, existe ali tamb\u00e9m muita imaturidade, de um artista ainda no princ\u00edpio de sua forma\u00e7\u00e3o, com um direcionamento est\u00e9tico quase nulo, e uma capacidade de se expressar profundamente atrav\u00e9s da arte ainda muito embrion\u00e1ria. No A\/B, me sinto mais senhor da minha obra, sinto que consigo transmutar os sentimentos em m\u00fasica de uma forma mais refinada, mais elegante. Isso me agrada muito. No A\/B, tenho a sensa\u00e7\u00e3o de uma apropria\u00e7\u00e3o mais consistente em rela\u00e7\u00e3o a como se pensar num \u00e1lbum, como construir uma narrativa atrav\u00e9s dele, me sinto mais racional, mas n\u00e3o menos explosivo quanto antes. Adoro esse disco.<\/p>\n<p><strong>No lado A do teu disco \u201cA\/B\u201d, todas as faixas chamam-se Solid\u00e3o. Voc\u00ea poderia falar um pouco sobre o que te levou a nome\u00e1-las dessa maneira?<\/strong><br \/>\nCompus essas quatro m\u00fasicas na mesma \u00e9poca. Se n\u00e3o me engano, na mesma semana inclusive. Senti uma liga\u00e7\u00e3o muito forte entre elas, tive a impress\u00e3o que elas falavam sobre o mesmo assunto, que elas tinham nascido no ber\u00e7o de um sentimento comum: o medo de ficar s\u00f3. Eu, pessoalmente, tenho um problema ser\u00edssimo com solid\u00e3o, entro em parafuso se ficar muito tempo sozinho, e visualizei muito fortemente esse medo presente na estrutura das quatro m\u00fasicas. Ent\u00e3o, transformei-as numa Su\u00edte: Solid\u00e3o n.1, Solid\u00e3o n.2, Solid\u00e3o n.3 e Solid\u00e3o n.4.<\/p>\n<p><strong>Como foi o processo de cria\u00e7\u00e3o do disco? Teve algum acontecimento que te inspirou\/motivou a criar?<\/strong><br \/>\nSurgiram primeiro as m\u00fasicas: as Solid\u00f5es e o Bai\u00e3o. Esse tema, solid\u00e3o, me encantou bastante. Tive ent\u00e3o a id\u00e9ia de fazer dos meus concertos ao vivo uma experi\u00eancia al\u00e9m da musical: chamei os cineastas L\u00edrio Ferreira e Hilton Lacerda para, respectivamente, dirigir e escrever um concerto de piano comigo. Fizemos uma temporada de 2 meses desse concerto, que chamamos de \u201cAng\u00fastia\u201d, em S\u00e3o Paulo. No processo de cri\u00e1-lo, eu fiquei algum tempo s\u00f3 lendo e vendo filmes com personagens extremamente s\u00f3s a ponto de enlouquecer: desde o Raskolnikov, do \u201cCrime e Castigo\u201d de Dostoi\u00e9vski, ao Roquintin, do \u201cA N\u00e1usea\u201d de Sartre, at\u00e9 filmes como \u201c\u00daltimos Dias\u201d, de Gus Van Sant, ou \u201cClube da Luta\u201d, de David Fincher. Desse laborat\u00f3rio, e do desenvolvimento do \u201cAng\u00fastia\u201d, surgiu a minha vontade de fazer um CD, explorando os dois lados do sentimento: um melanc\u00f3lico, g\u00e9lido (Lado A), e um raivoso, irasc\u00edvel (Lado B). A\u00ed surgiu o disco.<\/p>\n<p><iframe src=\"http:\/\/player.vimeo.com\/video\/48843583?byline=0&amp;portrait=0\" width=\"500\" height=\"281\" frameborder=\"0\" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen><\/iframe> <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/vimeo.com\/48843583\">Vitor Ara\u00fajo &#8211; Bai\u00e3o<\/a> <\/p>\n<p><strong>Por que voc\u00ea escolheu Raul Luna para fazer a arte do disco? Na capa de \u201cA\/B\u201d, vemos uma imagem cheia de bocas, m\u00e3os. Na contracapa, temos alguns olhos. Voc\u00ea poderia falar um pouco sobre o significado desses s\u00edmbolos?<\/strong><br \/>\nRaul \u00e9 um cara incr\u00edvel. Ficamos extremamente ligados por uma amizade muito verdadeira, depois que nos conhecemos a alguns meses atr\u00e1s. Chamei ele porque acho o trabalho dele no disco de Tib\u00e9rio absurdo. Perguntei a Tiba quem tinha feito a identidade visual do disco dele e peguei o telefone. Chamei Raul pra ouvir o disco comigo, no Est\u00fadio Das Caverna. Ele pirou no disco de primeira, e ficou super empolgado pra fazer. Teve a id\u00e9ia de me escanear no computador e fazer figuras com as partes do meu corpo, e produzir duas capas, uma pra cada lado do disco. No lado \u201cA\u201d, as figuras s\u00e3o todas fechadas: bocas, m\u00e3os, olhos est\u00e3o fechados. No lado \u201cB\u201d, as mesmas partes do corpo est\u00e3o abertas. Minha sensa\u00e7\u00e3o com a capa \u00e9 de visceralidade, posto que tudo que tem na capa sou eu mesmo escaneado, e acho a dualidade perfeita: um lado \u00e9 um sentimento guardado, intro, contido. O outro \u00e9 o sentimento exposto, explosivo, a boca que estava calada finalmente grita. Gosto muito do que Raul fez, e a colabora\u00e7\u00e3o dele com o disco foi muito al\u00e9m de simplesmente criar a capa, ou o encarte. Muito do que surgiu depois de eu o conhecer tem sua influ\u00eancia muito forte. E ele me apresentou Animal Collective. Serei eternamente grato por isso.<\/p>\n<p><strong>O que tu tens ouvido ultimamente?<\/strong><br \/>\nAnimal Collective, Panda Bear, Radiohead, Lira, Sigur R\u00f3s, Kate Bush, Ariel Pink, Chopin e Prokofiev. Meus v\u00edcios mais recentes.<\/p>\n<p><strong>Em \u201cA\/B\u201d tem um lance de cora\u00e7\u00e3o ferido, de sentimentos e sensa\u00e7\u00f5es que oscilam. Voc\u00ea poderia falar um pouco sobre esse clima presente nas m\u00fasicas?<\/strong><br \/>\nDe fato, emocionalmente, \u00e9 um disco de dif\u00edcil digest\u00e3o. Ele n\u00e3o suaviza em nenhum momento: todas as m\u00fasicas, mesmo as que tem mais a est\u00e9tica do belo, a preocupa\u00e7\u00e3o com a beleza da constru\u00e7\u00e3o harm\u00f4nico-mel\u00f3dica, tem um amargor, um asco ou um lamento. Tib\u00e9rio Azul, quando escreveu sobre o disco, disse: \u00e9 um disco pra se ouvir do come\u00e7o at\u00e9 o fim, ininterruptamente, e , de prefer\u00eancia demorar bastante para a fazer segunda audi\u00e7\u00e3o. Achei muito interessante a forma dele de ver as coisas. \u00c9 como se n\u00e3o fosse muito recomend\u00e1vel ouvir muito o A\/B. Eu gosto da densidade do disco. Eu gosto do clima pesado, da coisa depr\u00ea que ele tem. Espero que esse direcionamento Lars Von Trier que paira sobre o disco n\u00e3o afugente os ouvintes.<\/p>\n<p><strong>O que te motivou a escolher nomes como Nan\u00e1 Vasconcelos, Rivotril, Macaco Bong, Guizado, entre outros a participar do disco? Como foi trabalhar com eles nesse projeto?<\/strong><br \/>\nEu tinha em mente que eu queria o Lado B o mais esquizofr\u00eanico poss\u00edvel. Da\u00ed veio a id\u00e9ia de cada do B ter uma participa\u00e7\u00e3o de um artista, o que faria com que surgisse sempre uma nova informa\u00e7\u00e3o a cada faixa e que ele fosse gradativamente se sujando, enlouquecendo. Come\u00e7o com o \u201dBai\u00e3o\u201d, uma pe\u00e7a pra piano de minha autoria, que no final tem uma interfer\u00eancia de samplers programados por Yuri Queiroga. Na faixa seguinte, entra o Nan\u00e1 Vasconcelos, interpretando comigo a pe\u00e7a \u201cJongo\u201d, de Lorenzo Fernandez. Ter Nan\u00e1 no meu disco \u00e9, talvez, a maior honra que j\u00e1 tive em minha carreira. Trabalhar ao seu lado, reinterpretar uma m\u00fasica erudita com o car\u00e1ter ancestral que ele traz nas percuss\u00f5es, foi realmente um grande presente e um grande aprendizado. O B segue sua progress\u00e3o com a poderosa assinatura do Rivotrill interpretando comigo \u201cVeloce\u201d, de Claude Bolling. E, pra fechar, vem o peso do Macaco Bong tocando ao meu lado uma m\u00fasica minha: \u201cPulp\u201d, m\u00fasica em que homenageio o livro hom\u00f4nimo de Bukowski, e me inspiro bastante no cinema de Robert Rodriguez.<\/p>\n<p><strong>O fato de voc\u00ea ter ousado e improvisado em cima de can\u00e7\u00f5es conhecidas,  gerou pol\u00eamica e at\u00e9 cr\u00edticas negativas. Como voc\u00ea lida com essas cr\u00edticas?<\/strong><br \/>\nAs cr\u00edticas que pura e simplesmente atacam o fato de se tocar al\u00e9m do que est\u00e1 escrito na partitura, entram por um ouvido, saem pelo outro, pois s\u00e3o de uma caretice quase dogm\u00e1tica, de uma ortodoxia cega e burra semi-religiosa. Eu sou extremamente cr\u00edtico comigo, e tenho bons amigos ao meu lado que me ajudam bastante a evoluir artisticamente. No TOC, tem v\u00e1rias interpreta\u00e7\u00f5es que hoje acho serem muito imaturas, ou pouco preocupadas com a sonoridade, ou preocupadas demais com o gestual. Mas, tento n\u00e3o ser muito severo comigo mesmo: como j\u00e1 disse, o concerto em que gravei o TOC, foi a quarta apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo da minha vida e \u00e9 absolutamente natural que os m\u00fasicos evoluam com o tempo e maturem passo a passo o seu olhar sobre a arte, o seu repert\u00f3rio de refer\u00eancias, o seu n\u00edvel de refinamento, e olhem pra si mesmo com uma cr\u00edtica muito mais pesada e muito mais incisiva do que a de um ou outro careta que acha que a partitura de uma m\u00fasica e t\u00e3o intoc\u00e1vel quanto um livro sagrado qualquer.<\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s o festival No Ar Coquetel Molotov, voc\u00ea j\u00e1 tem shows agendados?  <\/strong><br \/>\nA partir de Outubro, come\u00e7o a rodar com o concerto do A\/B pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Como aluno do bacharelado em piano na Universidade Federal de Pernambuco, qual \u00e9 sua opini\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao curso?<\/strong><br \/>\nAchei o curso da Federal um saco. N\u00e3o me acrescentou nada. Pra mim, ficar em casa e assistir um David Lynch ou ler um Kafka me d\u00e1 muito mais subst\u00e2ncia. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Xavana Celesnah Ousado, inquieto, perform\u00e1tico, radical. Todos estes adjetivos certamente j\u00e1 foram usados para descrever o trabalho do jovem pianista Vitor Ara\u00fajo. Alguns anos ap\u00f3s o lan\u00e7amento de &#8220;Toc&#8221;, por uma gravadora, agora Vitor ressurge com um novo trabalho chamado &#8220;A\/B&#8221;, um disco lan\u00e7ado de forma independente, onde se sobressai o amadurecimento deste m\u00fasico em v\u00e1rios sentidos. 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