Fazendo música acessível: Tiê, Amanda Mittz, Luiza Caspary mediado por Mariama da Mata
O público PCD também ouve e aprecia música. E é preciso termos em mente que os recursos de audiodescrição, libras e legendas são mais que necessários em produções de clipes e lyric videos. As convidadas deste talk mostram que é possível também criar e inovar na difusão de uma música acessível a todes.
Esta atividade conta tradução em Libras e legendas.
Mini Bio:
Amanda Mittz (@amandamittz)
Amanda Mittz é cantora, compositora, produtora musical e executiva. É uma das artistas precursoras em trazer acessibilidade para a música no Brasil.
Por ser PCD, traz consigo essa pauta que considera essencial.
Natural de Santos, iniciou cedo sua carreira musical. Cursou música com bacharelado em canto popular mas foi no pop eletrônico que se encontrou musicalmente.
Atualmente Amanda atua como produtora musical de seu trabalho autoral que tem sonoridade pop com influência dos anos 80 e está na fase de lançamento do seu álbum de estreia que se chama Acesso, projeto que foi contemplado pelo edital “Natura Musical” que une pop e acessibilidade como linguagem e conceito.
Luiza Caspary (@luizacaspary)
Luiza Caspary, gaúcha radicada em São Paulo, é uma jovem veterana de 30 anos com mais de duas décadas de carreira como artista de voz. Trabalha com música, dublagem para animações, games e publicidade. É pioneira em realizar um trabalho de Música com Acessibilidade, utilizando recursos como Audiodescrição, Libras e Legendas.
Em 2011 lançou o primeiro videoclipe com Audiodescrição do Brasil, O Caminho Certo. Em 2019 lançou o álbum Mergulho, totalmente acessível em LIBRAS e premiado no Festival de Cinema de Gramado. O álbum foi lançado no Memorial da Inclusão durante a Semana da Acessibilidade Surda, coorganizada por Luiza e Milena Machado e apresentado durante o Prêmio Paralímpico Nacional, transmitido pela rede SporTV.
Tiê (@tiemusica)
Cinco discos autorais. Um DVD ao vivo. Turnês internacionais. Participações em diversos festivais, como Rock in Rio, Lollapalooza e SXSW. Dez músicas emplacadas em trilhas sonoras de novelas. Parcerias pra lá de especiais, como David Byrne, Luan Santana, Jorge Drexler, Rael, Cynthia Luz, Toquinho e Ximena Sariñana. E tudo isso em dez anos de carreira. A cantora e compositora Tiê encontrou na música uma salvação e maneira de externalizar as emoções. E bota emoção nisso, com melodias suaves e letras autobiográficas tem sempre alguém que diz: “Essa é a minha música”
Mariama da Mata (@mariamadamata)
Mariama da Mata (PE), Surda oralizada, Mestra em Consumo e Produtora Cultural em acessibilidade, o meu propósito é agregar minhas vivências e experiências como produtora, como pessoa com deficiência auditiva que consome música e outras culturas, buscando aperfeiçoar/implementar a acessibilidade na cena da música e da cultura que infelizmente ainda há uma carência em relação a isso, precisamos conscientizar e sensibilizar os profissionais da área musical e cultural sobre a acessibilidade. Atualmente é produtora do Projeto “Estrada para Babilônia” do Cineasta Alexandre Moura. Faz parte do Coletivo mulheres(2020). Atuou nas produções de festivais como: o Porto Musical (2018), Sonora Olinda (2018 e2019) e Mimo (2018). Já trabalhou em produção e divulgação das cantoras como Tiê (SP), Bruna Caram (SP), Luiza Caspary (SP) e do Poeta Miró da Muribeca (PE).
