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Urias & João Arraes _ Foi mal (video arte)

FOI MAL (video arte)

O video arte foi idealizado a partir da ideia de uma continuidade do roteiro do clipe do novo single “Foi Mal”da cantora Urias.
A música fala sobre um ‘amor ruim’, a história de um relacionamento egoísta e findado a solidão. Com batidas de R&B, a faixa traz Urias em tom mais intimista, quase confessional: “tentando o meu melhor, eu te mostrei o pior de mim (…) um deslize, comi seu coração. Outra história desperdiçada”, ela canta.
A personagem durante a video arte utiliza uma camera antiga dentro de casa para gravar um video de memória desse relacionamento.

Ficha Técnica:
Direção Criativa: Urias & João Arraes
Produção Geral: Marcela Nunes
Produção Artística: Aline Moreira (Mataderos)
Styling: André Philipe
Montagem de Vídeo: Gabriel Rett
Projeções: Graziela Paes

URIAS

Nascida e criada em Uberlândia (MG), aos 26 anos de idade Urias fala sobre representatividade com lugar de fala garantido. Os olhares enviesados que recebia na época de colégio, a perseguição dos “valentões” na saída das aulas e o estigma de “criança diferentona”, aos poucos foram constituindo uma postura de enfrentamento que tempos depois teriam reflexos em sua expressão artística.

O corpo esguio e lábios carnudos levaram Urias às passarelas dos eventos de moda. Como modelo participou do SPFW e Casa de Criadores, estampou a capa digital da Glamour Brasil em 2020 e do manifesto “Moda com Propósito”. Sua incursão pela cena fashion a fez ser escolhida como uma das embaixadoras latino-americanas da marca Adidas, além de atestar que a suposta ‘esquisitice’ dos tempos escolares hoje se transformou em matéria inspiracional. E, se “Narciso acha feio o que não é espelho”, Urias desestabiliza o conceito e responde: “vão ter que engolir por bem ou por mal” (letra de “Diaba”) ou “bonita assim, sem pressa” (letra de “Racha”). Aliás, é na música que sua veia rítmica começa a pulsar fortemente.

Acostumada a cantar em situações informais e nas reuniões entre amigos, Urias foi intimada pelo preparador vocal Diego Timbó a mostrar sua potencialidade vocálica. Impressionado com a afinação e clareza sonora de Urias, Timbó sentenciou: “menina, você precisa gravar”. E assim foi. Despretensiosamente, a mineira fez alguns covers. O primeiro foi “Meu mundo é o barro” do grupo O Rappa, deu certo. A forma como Urias cantava foi gerando interesse até chegar aos ouvidos curiosos dos produtores Rodrigo Gorky e Arthur Gomes que logo começaram a produzi-la. Era o início de uma jornada de autoconhecimento artístico. “Foi um processo de ganhar confiança no meu potencial musical. Sabe aquele sonho que temos quando criança, mas que ao mesmo tempo vem com a consciência de que talvez possa não acontecer?”, reflete Urias. Aconteceu!

A carreira de Urias ganhou forma e profissionalização. A ela se juntou o time de gerenciamento empresarial da Mataderos, responsável por desenhar um planejamento que já rendeu mais de nove milhões de visualizações no Youtube e seis milhões de plays no Spotify com “Diaba” (2019). Agora, acostumada ao título de cantora, Urias sabe aonde deseja chegar. “Sou uma artista intensa. Quero levar o meu som e a minha mensagem o mais longe possível, atingir aqueles disposto a me ouvir. Quando escrevo as músicas não penso em um público determinado, mas direciono para as diversas possibilidades que elas abrem, porque há muitas formas de se relacionar com as músicas: pelas letras, batidas, videoclipes… Quero despertar e provocar algo com a minha arte”.

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JOÃO ARRAES

O recifense João Arraes descobriu a fotografia desde cedo. Aos 16 anos morou na Califórnia e depois New York, onde pôde aperfeiçoar sua técnica como fotógrafo. Mas foi por causa do trabalho na cena pernambucana, onde atuou durante sete anos, que passou a frequentar o circuito internacional de semanas de moda. Foi lá, que sofisticou seu olhar e criou um estilo único, que mistura influências que vão de Recife à Milão. Seu trabalho é representado por imagens reais, acreditando sempre que para se extrair o belo, é preciso chegar na máxima do natural. Buscando sempre uma atemporalidade marcada por elementos pessoais. João, hoje aos 30, colabora com as principais revistas e estilistas nacionais. fonte: Nikelab

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