REC-BEAT EM EDIÇÃO DIVERTIDA E MEMORÁVEL

Por Amanda Guimarães e Clarissa Pereira

Na noite do último dia 18 teve início o Rec Beat, festival que o Recife já conhece há 17 carnavais. Realizado atualmente no Cais da Alfândega, o evento conta com o cenário de um dos mais belos cartões postais da cidade, no qual durante quatro dias apresentaram-se mais de 20 atrações.

Neste ano, como de costume, a programação foi composta por músicos diversos, cujas referências ao mesmo tempo em que pareciam oriundas de manifestações estético-sonoras bastante divergentes, mostraram-se capazes de se entrelaçar, exaltando a nossa familiar sensação de pertencimento a uma multicultura.

Entre as atrações conterrâneas, tivemos três artistas já conhecidos do público pernambucano, lançando seus trabalhos solos: Tibério Azul, com “Bandarra”, Siba com “Avante”, e Lirinha, ex-Cordel do Fogo Encantado, com o disco “Lira”. Siba e Lirinha optaram por seguir uma linha mais performática, já característica de suas apresentações, e interagiram constantemente com a platéia. Já Tibério mostrou-se mais tímido, porém não intimidado pelo público, que o acompanhou em coro na maior parte das músicas.

Quem não se mostrou nem um pouco tímida foi Keila Gentil que, junto à sua Gang do Eletro vinda diretamente do Pará, causou um treme-treme generalizado embalado por batidas eletrônicas próprias do eletromelody, num show dinâmico e interativo. Também paraense, Dona Onete trouxe vários convidados para animar a festa na terça-feira. A simpática senhora de pouco mais de 70 anos encantou todo o público com um repertório composto pelos vários ritmos presentes na cena musical do Pará, passeando entre o Carimbó e o Bolero, além de agradar o público, que aguardava pela apresentação de Criolo, cantando uma versão do hit “Não Existe Amor em SP”.

Além de Gang do Eletro, mais três shows que tiveram em comum o uso de experimentações com sons eletrônicos: OY – Joy Frempong, El Guincho e o lendário Silver Apples. A ganesa radicada na Suíça OY reinventou a forma de usar samples, que eram ativados através de petelecos em bonecos pendurados pelos seus equipamentos, além de outras formas de sons experimentais, como o ar saindo de um balão. El Guinho, da Espanha, definida pelo seu mentor Pablo Díaz-Reixa como “mistura de tudo o que é pop e é bom”, incorporou guitarra e baixo às batidas dos sintetizadores, tornando o ambiente divertido e dançante. O americano Simeon Coxe III, conhecido como Silver Apples, fez um show bastante esperado por quem acompanhava a longa trajetória do músico. “Genial” foi um dos adjetivos usados pelos fãs para descrever a apresentação, que certamente ficará na história do festival.

Quando os colombianos do Systema Solar aterrissaram sua nave louca no Cais da Alfândega no domingo, o que pode ser visto foi algo parecido com uma mistura de Hermes & Renato e Shakira, trazendo a surpreendente eletro-cumbia num dos shows mais divertidos do Rec Beat.

Igualmente surpreendente foi a apresentação de Tony Tornado, que levou ao palco um pouco da história da black music brasileira (fazendo inclusive um tributo a Tim Maia), acompanhado por uma impecável banda de apoio e pelos vocais de Nani Soul e Lincoln Tornado. Esse último, filho de Tony, se mostrou um verdadeiro showman, capaz de prender a atenção de todos com sua dança, gingado e carisma.

A cantora cubana Yusa e os paulistas do Bixiga 70 fizeram shows que impressionaram pela qualidade técnica presente em arranjos incomuns que agradaram a todo o público, o qual inclusive pediu bis ao fim do show da numerosa banda paulistana. Yusa, que já foi parceira musical do pernambucano Lenine, mostrou-se versátil e extremamente competente em seus movimentos precisos, fosse ao violão, baixo ou na guitarra.

Entre as atrações mais aguardadas do festival, esteve o duo Agridoce, constituído por Pitty e seu guitarrista Martin. O projeto, acompanhado de perto pelos já cativos fãs da cantora, foi recebido com grande entusiasmo pelo público, formado em sua maioria por adolescentes desesperados por um minuto de atenção da baiana, que parecia mais preocupada com o volume do seu piano.

No último dia de evento, mas não menos empolgante, Cibelle subiu ao palco de muleta, que a princípio parecia fazer parte de sua fantasia inusitada e difícil de definir. Mesmo com o pé – de fato – machucado, a artista fez uma performance marcada pelo bom humor presente em suas letras.

Ainda na terça-feira, encerrando a última noite do Rec Beat, Criolo fez um show memorável, com um repertório baseado em seu disco “Nó na Orelha”, além de algumas intervenções poéticas como sua conhecida versão de “Cálice”, mostrando que não há fronteira para sua poesia. Acompanhado pelo seu parceiro Dj Dan Dan, Criolo emocionou a todos com sua crítica social, levando ao palco reflexões sobre o caso de Pinheirinho e o preconceito.

  1. acho q vcs deveriam dar mais valor as bandas q tocaram no rec beat e q soa de pernambuco pois o evento é feito aqui e as bandan daqui nao sao divulgadas, me perdoe pelo comenterio mais é a real. teve um show q adorei e q so conseguir achar tres fotos q é a rumbanda e dos artistas de fora tem fotos e videos. perdoi mais nao posso adimitir isso. obrigado pela atençao

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